Amares

Câmara de Amares aprova orçamento superior a 23 milhões de euros para 2023

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A Câmara de Amares aprovou, com a abstenção da oposição, o orçamento para 2023 superior a 23 milhões de euros, que representa um aumento de sete milhões face a este ano, anunciou o município.

“A proposta do Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos do Município de Amares para o ano 2023 ascende a 23 milhões de euros – mais sete milhões do que o contemplado no orçamento anterior”, refere a autarquia, em comunicado hoje enviado à Lusa.

A proposta foi aprovada com as abstenções dos três vereadores do Partido Socialista e será apreciada e votada em Assembleia Municipal, em 25 de novembro.

O presidente da câmara, Manuel Moreira (eleito por maioria pela coligação PSD/CDS-PP), classifica o orçamento como “ousado”, num ano “em que se joga o ‘tudo ou nada’ no quadro comunitário que finda”.

“Este orçamento foi elaborado no sentido de criar condições para fixar pessoas e atividades no nosso concelho, promover dinâmicas internas e desenvolver a identidade territorial, atuando na sustentabilidade e no fortalecimento da competitividade. Serão estas as nossas forças para afirmarmos e desenvolvermos este território, tornando-o cada vez mais visível para que possa atrair investimentos e pessoas”, sublinha o autarca, citado no comunicado.

O município diz que no próximo ano “estará muito focado na concretização dos projetos que já mereceram aprovação por parte dos fundos estruturais europeus”, nomeadamente a reabilitação do Parque da Feira Semanal, a reabilitação da Igreja e espaços adjacentes do Mosteiro de Santa Maria de Bouro e a criação do Centro Interpretativo.

“Além desses projetos, as prioridades estão voltadas para a melhoria da recolha de Resíduos Sólidos Urbanos e o Sistema de Abastecimento de água – serviços essenciais para todos os amarenses. Num ano que se antecipa de dificuldades, serão mantidas as medidas de apoio às famílias, à educação e às áreas sociais e da saúde”, lê-se ainda no comunicado do município.

O município refere que as Grandes Opções do Plano estão direcionadas para as Funções Sociais, que absorvem 81% do investimento, correspondente a cerca de 10 milhões de euros (9.763.871,00 euros).

No setor da Educação, este município do Minho prevê gastar cerca de 2,5 milhões de euros, no Ordenamento do Território tem previsto investir uma verba superior a 1,7 milhões de euros e no abastecimento de água cerca de 1,6 milhões de euros.

A Câmara de Amares tem direcionados para a Cultura mais de 1,4 milhões de euros, enquanto no setor do desporto, recreio e lazer prevê investir cerca de dois milhões de euros.

O valor global do orçamento municipal para 2023 ultrapassa os 23 milhões de euros (23.005.678,00 euros).

“As previsões de receitas correntes correspondem a 66,7% da receita (cerca de 15,3 milhões de euros), rubrica que este ano integra 2,2 milhões de euros provenientes da DGESTE [Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares], Ministério da Saúde e Segurança Social, no âmbito da transferência de competências ao abrigo da Lei50/2018”, explica a autarquia.

As receitas de capital correspondem a 25,4% (mais de 5,8 milhões de euros) referentes a comparticipações de projetos comunitários já aprovados.

“As despesas correntes correspondem a 63,8% da despesa do município, num valor global que se situa nos 14,6 milhões de euros. Nesta rubrica sobressai o aumento substancial de custos com a energia e combustíveis”, vinca a Câmara de Amares.

Numa publicação na página oficial de Facebook, com o título “Orçamento de Amares para 2023, Porque estamos preocupados?”, Pedro Costa, um dos vereadores do PS na autarquia, refere que o partido se absteve na votação, apesar de não concordar com a política estratégica do município para 2023.

“Um modelo de gestão pesado e despesista. Despesas correntes a crescer vertiginosamente. A dívida a crescer. Muitas necessidades e obras sem investimento. Prioridades mal estabelecidas”, lê-se na publicação.

“Considero que este modelo de gestão que nos governa há nove anos não tem visão. O município não gera riqueza, nem qualidade de vida, nem desenvolvimento. É uma gestão que aumenta perigosamente as despesas e responsabilidades no futuro, com crescimento de dívida para os próximos anos e próximos mandatos”, acrescentou o vereador.

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