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“O meu foco está só no Campeonato do Mundo”, assume Cristiano Ronaldo

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O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo confidenciou que “talvez possa ser bom” para si e para os ingleses do Manchester United abraçarem um “novo capítulo” a seguir à conclusão do Mundial2022.

“É difícil responder agora, porque o meu foco está só no Campeonato do Mundo. Não sei aquilo que vai suceder depois, mas talvez seja o melhor para o clube e para mim ter um novo capítulo. Se voltar, irei ser o mesmo Cristiano, mas espero que as pessoas estejam do meu lado e me deixem brilhar”, atirou o capitão da seleção nacional, na segunda parte da entrevista concedida a um canal televisivo britânico, que foi divulgada na quinta-feira.

Em 27 de agosto de 2021, Cristiano Ronaldo abandonou os italianos da Juventus para consumar o regresso a Old Trafford, num negócio estimado em 17 milhões de euros, que teve o aval do ex-treinador escocês Alex Ferguson, com quem cresceu de 2003 a 2009.

“Não me arrependo, porque foi uma opção 100% consciente, mas foi mais emocional do que racional. Foi bom, pois estava contente quando me deixaram estar contente. Tento dar conselhos e experiência para o Manchester United estar bem, mas não pretendo ser mais do que ninguém. Acho que posso ajudar muito a instituição, mas é duro quando te cortam as pernas, não te deixam brilhar ou não ouvem os teus conselhos”, considerou.

Acusando a administração liderada pela família Glazer de “não se importar com a faceta desportiva”, ao ponto de estar a fazer do Manchester United “um clube de marketing”, o avançado admitiu que o seu ex-técnico “sabe melhor do que ninguém” o que se passa.

“Quem não vê isso é cego. O Manchester United é dos adeptos e eles têm de saber que as infraestruturas não são boas e têm de mudar. Se não mudarem, o clube não vai estar onde estava na ‘era’ Alex Ferguson e [o antigo diretor-executivo] David Gill. Espero fazer parte disso, caso contem comigo para o clube ser bem-sucedido. Se não, a vida continua e seguirei a minha jornada a fazer fãs adeptos, a marcar golos e a fazer dribles”, notou.

‘CR7’ vê “coisas que fazem com que o Manchester United não chegue ao topo”, no qual estão emblemas como o rival citadino Manchester City, o Liverpool ou até o Arsenal, que chegou à paragem da Liga inglesa para o Mundial2022 na liderança, com 37 pontos, 11 acima dos ‘red devils’, que ocupam o quinto lugar, fora do acesso à Liga dos Campeões.

“Gostaria que o Manchester United conquistasse a ‘Premier League’. Se não for assim, o Arsenal é uma equipa que gosto de ver jogar. Gosto da equipa e gosto do seu treinador [Mikel Arteta]. Acho que têm uma boa equipa. Se o United não vencer o campeonato, ficaria feliz se fosse o Arsenal”, frisou, na conversa com o jornalista inglês Piers Morgan.

O madeirense, de 37 anos, disse ainda ter recusado no verão uma proposta de duas épocas e 350 milhões de euros por um emblema da Arábia Saudita, que não identificou, face ao ‘turbilhão’ noticioso gerado pela sua eventual saída de Manchester no mercado.

“[A imprensa] até me ofereceu ao Sporting e ao Nápoles. Sendo honesto, não tive muitos clubes, mas recebi muitas ofertas de outros clubes. Estava feliz e motivado aqui, mas a imprensa pressionava a dizer que ninguém me queria. Como é que isso é possível com alguém que na última época marcou quase 30 golos?”, terminou Cristiano Ronaldo, que tem estado inserido no estágio de preparação da seleção nacional para o Mundial2022.

Com Agência LUSA

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