Ambiente

Marques Soares evoca mundo ao contrário com árvore de natal invertida feita com lixo

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Iniciativa chama atenção para o impacto poluidor do plástico, pela mão do artista Ricardo Nicolau de Almeida.

Árvore foi construída com lixo recolhido nas praias da costa portuguesa entre 2017 e 2022.

Se as evidências nada alteram e os alertas não chegam é porque viramos mesmo o mundo ao contrário. E não estamos a conseguir dar a volta, de tantos chutos e pontapés que lhe damos… O impacto poluidor do plástico no planeta impeliu este ano os Armazéns Marques Soares, uma das lojas mais emblemáticas do comércio tradicional portuense, na direção de uma decoração de Natal diferente…

E para um planeta virado do avesso nada mais sintomático do que uma árvore invertida numa das épocas mais especiais do ano, naquela que é uma das lojas que mais visitas recebe no último mês do ano.

“Os sinais do irresponsável comportamento com o nosso habitat são cada vez mais evidentes. E foi com esse pensamento que nos propusemos idealizar para os Armazéns Marques Soares uma árvore de Natal ao contrário, com o objetivo de simbolicamente dar ênfase ao impacto da poluição do plástico nos oceanos, que está a pôr em risco toda a vida no planeta”, explica Ricardo Nicolau de Almeida, que se tem notabilizado nos últimos tempos por desenvolver vários projetos artísticos com um forte cunho de intervenção social. E que o levou a fazer parte, recentemente, da organização internacional Earth Creative, uma plataforma que usa o poder da arte para consciencializar os cidadãos sobre as causas das mudanças climáticas.

A instalação, que nasce de uma ideia de Pedro Caride (da Por Vocação), serve-se de lixo recolhido pelo autor nas praias da costa portuguesa, entre 2017 e 2022, para dar expressão ao conceito. O qual resulta num “cartão de visita” inusitado que faz parte do décor natalício que a Marques Soares idealizou para o final de 2022, convidando à entrada nas galerias, na zona da Torre dos Clérigos (n.º 132 da Rua das Carmelitas, no Porto).

A instalação de Ricardo Nicolau de Almeida é mais uma expressão do projeto NICDEALM, uma iniciativa mais vasta de arte e intervenção, onde o traço artístico serve também como ferramenta de consciencialização, em particular para o problema da poluição do plástico.

Nos últimos anos, Ricardo tem recolhido inúmeros “materiais” (lixo) ao longo da costa portuguesa. E os muitos milhares de “objetos” subtraídos às praias, e que as deixam mais limpas, são arquivados para mais tarde servirem de matéria-prima para o seu trabalho.

É por isso que temos visto este artista a realizar várias ações por todo o País, “vestidas” de limpezas e construção de peças ao vivo e/ou coletivas, oficinas para crianças, exposições ou instalações em diferentes espaços públicos, em parceria com inúmeras entidades.

Sobre a Marques Soares

Os Armazéns Marques Soares abriram portas na Rua das Carmelitas, no Porto, a 5 de novembro de 1960, com um espaço inicial de 150 metros quadrados e 10 funcionários. No início, as vendas estavam confinadas a tecidos para
vestuário, malhas e camisaria. Atualmente, conta com uma área bruta de 14 mil metros quadrados e 300 colaboradores, divididos pelas diferentes lojas presentes no Porto, Braga, Aveiro, Santarém, Beja, Vila Real e Évora.

Com cerca de 70 mil clientes, a Marques Soares é uma das marcas de referência no comércio nacional, facto que já mereceu o reconhecimento internacional, por parte da European Foundation for Entrepreneurship Research, como sendo uma das 500 empresas mais dinâmicas da Europa.

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