Braga

Braga Ciclável quer proibir estacionamento de trotinetes nos locais para bicicletas

Partilhe esta notícia!

A Braga Ciclável tem vindo a acompanhar a situação dos sistemas partilhados existentes em Braga, quer de trotinetes, quer de bicicletas. Louvamos a existência dos mesmos e reconhecemos a sua mais valia para as deslocações urbanas e para uma mobilidade sustentável.

“Faltam, contudo, as infraestruturas de circulação necessárias para uma maior promoção da utilização destes modos de transporte e, também, para que estes sistemas partilhados possam contribuir para um maior crescimento na utilização da bicicleta, e uma maior transferência modal do carro para um destes modos de transporte. No entanto, o que hoje aqui nos traz é uma questão relativa aos locais de estacionamento e parqueamento. A rede de estacionamentos de bicicletas existente é, manifestamente, insuficiente para a quantidade e localização de bicicletas que, já hoje e sem uma infraestrutura de circulação adequada, existem em Braga”, refere a Braga Ciclável.

A Câmara Municipal de Braga limitou os locais onde os sistemas partilhados podem estacionar os seus veículos e onde os utilizadores deste sistema podem iniciar e/ou terminar viagem. Esta é uma medida que aplaudimos, que sempre defendemos e que vai ao encontro dos sistemas que estão a funcionar internacionalmente. Porém, o que se tem verificado é que as trotinetes e bicicletas do sistema sharing estão autorizadas a utilizar os estacionamentos destinados à generalidade dos cidadãos, equipados com bicicletários tipo Sheffield. Com essa permissão, fica impossível qualquer cidadão utilizar os Sheffields para prender os seus veículos, conforme é visível nas fotos.

No entanto são necessárias três medidas:

– Não fazer coincidir estes pontos de parqueamento das trotinetes bicicletas dos operadores do sistema sharing, com os locais de estacionamento de bicicletas, equipados com bicicletários tipo Sheffield, destinados à generalidade dos cidadãos; Podem existir lado a lado, mas não ser o mesmo sítio.
– Aumentar, em muito, os pontos onde é possível iniciar e/ou terminar as viagens do sistema de sharing;
– Aumentar, em muito, os locais onde os utilizadores de bicicleta em geral podem estacionar.

A primeira medida prende-se por uma situação muito simples de se explicar. Fazendo-o, deixa de haver espaço para estacionar as bicicletas individuais.

A segunda medida tem que ver com a eficiência, usabilidade e expansibilidade destes sistemas. A boa prática diz que a rede de estações sharing deve ser numa malha de 350 metros, em que as estações se encontram nos cruzamentos dessa malha.

Um outro assunto a abordar sobre as limitações da área do sistema:

– A proibição de circulação dos veículos do sistema sharing na Rodovia não faz sentido. O veículo desliga-se quando se passa uma parte da rodovia ou quando se pretende utilizar a própria rodovia. Não faz sentido, para além de colocar em risco a integridade física do utilizador, que se pode ver parado no meio de um cruzamento ou rotunda, não faz sentido que não seja possível utilizar este eixo fundamental para a mobilidade ativa.
– O limite da área muito inferior às fronteiras da cidade e à fronteiras do concelho. Ou se permite utilizar apenas nas 15 freguesias urbanas, ou se permite utilizar no concelho todo. Não faz sentido é ter limites que não permitem ir à BOSCH, aos TUB, ao ELeclerc, à Escola de Maximinos, às Sete Fontes, à zona do Nova Arcada, ao Estádio, a Real, … Criar uma fronteira que coincida com freguesias, com a cidade ou com o Concelho teria mais lógica e tornaria o sistema mais perceptível.

“Estamos disponíveis para contribuir na definição desses mesmos lugares, se assim entenderem ser necessário e útil para a cidade. No dia 21 de novembro de 2022 a Braga Ciclável enviou esta comunicação ao Município de Braga. Não obtivemos qualquer resposta até à data. Efetuamos o levantamento dos locais de estacionamento existentes num mapa recorrendo ao Google Maps.“, escreve a Braga Ciclavel em comunicado.

Comentários

topo