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Aldeia Natal em miniatura de Celorico de Basto não para de crescer há 20 anos

(c) CM Celorico de Basto
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Dezenas de miniaturas de casas, igrejas, pontes, moinhos e um castelo, com a história e os costumes de Celorico de Basto, formam uma aldeia Natal que começou há 20 anos, mas que não parou de crescer até hoje.

A aldeia está implantada numa pequena encosta, no centro daquela vila do interior do distrito de Braga, e é uma tradição nesta altura do ano, atraindo cada vez mais visitantes, contou à Lusa o presidente da Câmara de Celorico de Basto, José Peixoto Lima.

As miniaturas são, na maioria, de granito e xisto e têm sido criadas “com paciência e gosto” por funcionários da câmara municipal. Algumas têm movimento e até contam com iluminação. Uma linha de água percorre a aldeia, com cascatas, passando sob a Ponte de Arame, um ex-líbris local, e dando movimento a azenhas típicas da região.

Rebanhos, pastores e bandas de música também pontuam num cenário que tem ao centro um presépio.

É à noite que a aldeia ganha mais brilho, com as luzes que iluminam as réplicas dos edifícios mais conhecidos do território.

O castelo românico de Arnoia, o Mosteiro de Arnoia, várias igrejas, moinhos de vento, espigueiros, azenhas, quedas de água, solares de camélias e os Paços do Concelho são algumas das miniaturas que podem ser apreciadas até ao dia de Reis (06 de janeiro).

“É a promoção dos nossos valores. As pessoas de cá gostam muito, mas quem nos visita também”, assinalou o autarca, destacando o trabalho dedicado dos artífices.

Celestino Sousa, funcionário da autarquia, integra o grupo responsável pela elaboração das peças e montagem da aldeia Natal em miniatura, há cerca de 12 anos.

Pedreiro de profissão, Celestino Sousa fala das muitas horas de trabalho que estão por detrás da aldeia realizado aos poucos ao longo do ano, por carolice.

Só a montagem demora cerca de uma semana, porque são muitos os pormenores e dezenas as peças colocadas, não ao acaso, nos vales e serranias que mimetizam o relevo do município minhoto.

Emocionado, falando junto à aldeia que ia observando e mostrando cada detalhe, Celestino confessou sentir um “grande orgulho” por participar numa iniciativa que “chama muita gente” à sua terra.

“Quando andávamos a montar isto, até sonhava”, comentou.

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