Viana do Castelo

Símbolos das jornadas mundiais da juventude vão chegar a Viana do Castelo

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Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude vão chegar à diocese de Viana do Castelo no dia 29 de dezembro, depois de terem passado as últimas semanas a percorrer a diocese das Forças Armadas e de Segurança.

Os símbolos – a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani – vão dar entrada na diocese de Viana do Castelo por mar, com o Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 (JMJLisboa2023) “a organizar com os pescadores e a confraria da Senhora da Agonia” uma procissão ao mar com a imagem da Senhora da Agonia e São Bartolomeu dos Mártires, segundo a agência Ecclesia.

Após entrar na diocese de Viana do Castelo, a passagem de ano dos símbolos vai ser feita no Carmelo de Santa Teresinha, naquela cidade.

Os símbolos estarão na diocese de Viana do Castelo até 30 de janeiro de 2023, quando transitarão para a diocese de Braga.

Na sua Mensagem de Natal, o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança, Rui Valério, considera que a presença dos símbolos da Jornada naquela diocese é “uma inspiração”.

“Além de constituir uma enorme honra, eles são também uma inspiração para o nosso caminho de abnegação e sacrifício e um enriquecimento para a nossa vida de serviço e dedicação à Nação e à humanidade”, escreveu o prelado.

Na sua mensagem, citada pela Ecclesia, Rui Valério sublinha que o “grave momento histórico” que a humanidade atravessa impele soldados, guardas e polícias a revisitarem, “com o coração agradecido, os frutos de paz e segurança, que também são obra da sua missão, e a redescobrirem o quanto estão enraizados no Mistério do nascimento de Jesus Cristo e, por isso, afiguram-se tão decisivos para o mundo inteiro”.

Até ao próximo dia 29 de dezembro, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani estão a peregrinar pela diocese castrense, no âmbito do programa que os levará a todas as dioceses nacionais até à realização da JMJLisboa2023.

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, “os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem”, informa a organização da Jornada.

Com 3,8 metros de altura, a cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde então, a cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

“Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenil, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis”, segundo uma nota sobre a JMJLisboa2023, que acrescenta que “em 1985 esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa”.

“Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil”, adianta a nota.

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

“É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica”, acrescenta o documento divulgado pelo gabinete de comunicação da JMJLisboa2023.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto de 2023, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição de 2023, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para este ano, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro, no Vaticano, após a celebração do Angelus. Este gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro mundial de jovens com o Papa.

Até ao momento, mais de 200 mil jovens de todo o mundo iniciaram já o seu processo de inscrição na JMJLisboa2023.

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