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BE diz que faltaram a Costa “respostas concretas” para combater empobrecimento

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O Bloco de Esquerda considerou hoje que faltaram “respostas concretas” para responder ao empobrecimento dos portugueses na mensagem de Natal do primeiro-ministro, salientando que estão a aumentar “a desigualdade e a injustiça social”.

“A mensagem do primeiro-ministro foi uma mensagem que não trouxe nenhuma alternativa à situação de empobrecimento que muitas pessoas vivem em Portugal. O primeiro-ministro pediu confiança, mas não fala nas questões da vida concreta das pessoas, não fala nas grandes dificuldades que as pessoas enfrentam, em parte provocadas pela inflação”, afirmou Beatriz Gomes Dias, vereadora municipal em Lisboa e dirigente nacional do BE, em conferência de imprensa na sede do partido.

A antiga deputada realçou que António Costa não se referiu “à realidade dos salários baixos, das pensões baixas e da perda de rendimentos que dificultam o acesso aos bens essenciais”.

“Não há respostas, não há medidas concretas que permitam responder a estas dificuldades”, lamentou.

Por outro lado, apontou que o BE viu “com perplexidade” a afirmação de António Costa de que “não vai deixar ninguém para trás”.

“O que se verifica é um aumento da desigualdade, um aumento da injustiça social”, disse, notando que “há muitas pessoas com salários baixos que vivem na pobreza”.

Por estas razões, o partido considerou que “ficou por concretizar” a expectativa que tinha quanto à mensagem de Natal do primeiro-ministro.

“Não achamos que o primeiro-ministro tenha falado às pessoas que vivem em Portugal respondendo às dificuldades que enfrentam e apontando um caminho para receber a confiança que pede às pessoas (…) Ficou muito por responder, para explicar às pessoas sobre como vamos enfrentar 2023 com todas estas dificuldades”, reforçou.

O primeiro-ministro considerou, na mensagem de Natal transmitida no domingo à noite, que há razões para os portugueses terem confiança, apesar do cenário de incerteza internacional, salientando que a trajetória de redução do défice e da dívida coloca Portugal “ao abrigo das turbulências do passado”.

Para o líder do executivo, as três palavras que melhor exprimem o que se deseja nesta época do ano são a paz, a solidariedade e a confiança.

Na sua perspetiva, há razões para os portugueses terem confiança.

“Confiança é o que o nosso país nos garante hoje, quando tanta incerteza nos rodeia no cenário internacional. Confiança no futuro, pelo que estamos a fazer no presente”, defendeu.

Segundo António Costa, a solidariedade com que os portugueses têm conseguido, “em conjunto, e lado a lado, enfrentar os desafios que os tempos exigentes colocam”, dá “confiança na mobilização de todos em torno dos desafios estratégicos: reduzir as desigualdades, acudir à emergência climática, assegurar a transição digital e vencer o desafio demográfico”.

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