Braga

Professor faz greve em Palmeira contra a precariedade laboral e os baixos salários

(C) S.T.OP
Partilhe esta notícia!

No seguimento da convocação da greve nacional por tempo indeterminado protagonizada pelo Sindicato de Todos os Professores desde o dia 9 de Dezembro de 2022, um professor fez greve (por tempos ou por dia a determinar) frente ao portão da EB 2 3 de Palmeira (Braga) em 2023.

“Já o tinha feito ao 1.° tempo no dia 3 de Janeiro com as professores Ângela Lourenço e Elisabete Ferradini. Para além da falta de respeito para com a profissão de professor por parte de governos sucessivos, dos alunos e da sociedade em geral, acresce a indignação face à precariedade laboral dos professores contratados, à área geográfica dos QZP, ao sistema obsoleto de avaliação de desempenho dos docentes, às quotas de acesso ao 5.° e ao 7.° escalão, à não contagem integral do tempo de serviço docente, ao desfasamento do sistema de ensino português em relação à realidade laboral e ambiental, ao falhanço do Decreto-Lei n. °54/2018 de 6 de Julho, à injustiça na contabilização de dias de trabalho declarados à Segurança Social (Decreto Regulamentar n.° 6/2018 de 2 de Julho), ao desrespeito pelas professoras mães no que respeita à atribuição efetiva de horários flexíveis (Código do Trabalho Lei n. °7/2009 de 12 de Fevereiro)”, disse ao Semanário V Carlos Dobreira.

“Igualmente, choca a falta de respeito para com o pessoal não docente, associado à precariedade laboral e aos baixos salários”

“A Escola Pública colapsou, está atolada de burocracia e papéis, permissiva ao uso e abuso de tecnologias (inclusive os telemóveis facultados pelos pais encarregados de educação aos alunos), sem recursos humanos suficientes. Faltam técnicos nas especialidades da Psicologia, da Terapia da Fala e da Terapia Ocupacional. Como professor que ajudou a construir o Sindicato de Todos os Professores ainda na condição de professor contratado e depois como professor do QZP, não tenho ficado indiferente às greves convocadas de tal forma que estão contabilizados 46 dias completos de greve realizados desde Setembro de 2018 até à data. No presente ano letivo 2022 /2023 já contabilizo 8 dias completos de greve, três deles correspondentes às reuniões de avaliação do final do 1.° período. Temos professores em greve nos portões das escolas, à chuva e ao vento, com dificuldades financeiras e na situação de contratados. Temos professores em greve nos portões das escolas com o apoio financeiro das famílias e de fundos de greve. Apela-se à greve nos portões das escolas de todo o país”, conclui em comunicado.

Comentários

topo