Barcelos

Nuno Reis tomou posse como provedor da Santa Casa de Barcelos

(C) Santa Casa de Barcelos
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Os órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, para o quadriénio 2023-2026, tomaram posse, este sábado, em cerimónia presidida pelo Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. José Cordeiro. No discurso, em nome de todos, o provedor reeleito, Nuno Reis, pediu “novas forças”, mas deu “graças” também pelo trabalho dos últimos anos.

Lembrando todos os que “fizeram parte de algum dos dias de um caminho iniciado há mais de cinco séculos” – entre voluntários, colaboradores, beneméritos, utentes, membros da Irmandade, beneficiários, parceiros –, Nuno Reis notou que “o trabalho por um mundo mais justo, mais solidário, com maior equidade e menos desigualdades sociais, exige que cada um, nas mais diversas funções, nos seus diferentes trabalhos, se capacite que tem uma missão a desempenhar”.

Antes, na eucaristia, o Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. José Cordeiro, tinha refletido sobre a Missão confiada a cada um dos Irmãos e Irmãs, este sábado, empossados. “Uma Santa Casa da Misericórdia, como qualquer outra instituição de matriz Católica, é um sinal de esperança no mundo tão complicado em que vivemos”, atentou.

Já Nuno Reis, na sua intervenção, olhando para o trabalho feito, nas diferentes áreas de intervenção, nos últimos anos, reconheceu que “são complexas as circunstâncias dos tempos presentes”, mas garantiu, igualmente: “Enfrentamos os desafios com vontade de construir as melhores soluções e acreditamos na mais-valia de um trabalho em rede”.

O provedor lembrou ainda a importância de levar a cabo a obra de alteração e expansão do Centro Social de Silveiros. Este projeto “já resultou em duas candidaturas bem-sucedidas, ao Fundo Rainha D. Leonor e ao Programa PARES, absolutamente essenciais para o tornar realidade”, e irá responder a necessidades presentes e futuras da comunidade, ao permitir cuidar de mais 50 pessoas idosas, contribuir na educação de mais 44 crianças, apoiar mais 30 pessoas ao domicílio.

Porque “a Santa Casa é solidariedade e também necessita dela”, Nuno Reis apelou ao contributo e colaboração de todos: “Precisamos de apoios para dar respostas às necessidades crescentes da comunidade. Os recursos, por definição escassos, não são suficientes para tudo aquilo que é necessário. Apelamos, pois, à generosidade das pessoas, das empresas, das entidades públicas”.

“Fazer o bem, bem feito, é uma exigência maior”

Antes de assinarem o Auto de Posse, ainda na celebração eucarística, os Irmãos eleitos prestaram Juramento de Fidelidade. Na homília, o Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. José Cordeiro, havia atentado na importância do “exercício de misericórdia, de caridade, de fazer o bem, sem olhar a quem. E fazer o bem, bem feito, ainda é uma exigência maior. […] O bem feito da inteireza da verdade, da autenticidade do coração, só pode fazer bem”. Por isso, reforçou o apelo do Papa Francisco, “para que nós não vivamos distraídos no mundo e no tempo que nos toca viver”.

Em linha com isto, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos quer continuar a ser amparo aos que mais precisam, “sinal permanente da esperança e da luz em todos os tempos”. Ou, conforme a analogia do provedor Nuno Reis, a finalizar a sua intervenção: “O barco da Santa Casa que aqui veem navega há já alguns séculos. A força propulsora assenta no amor ao próximo, as cartas de navegação vão-se atualizando, as velas ainda se ajustam com os ventos da Esperança. As correntes podem agitar-se, os barcos vão evoluindo, mas a Fé continua a mesma”.

A Santa Casa de Barcelos presta serviços nas áreas do envelhecimento, saúde, infância e juventude, combate à pobreza, voluntariado, formação, culto e na promoção da cultura, salvaguardando o seu património.

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