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Têxtil Riopele investe 35 ME para atingir neutralidade carbónica em 2027

(c) Riopele
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A têxtil Riopele quer ser até 2027 uma das primeiras empresas do setor a nível europeu “operacionalmente neutra em carbono”, através de um investimento de 35 milhões de euros que tem vindo a fazer na transição digital e sustentabilidade.

À agência Lusa, fonte oficial da têxtil de Vila Nova de Famalicão avançou que este “compromisso ambicioso” para 2027 – ano em que a empresa assinala 100 anos – será atingido através da implementação de um conjunto de medidas e projetos, no valor total de 35 milhões de euros, que “permitirão que todas as operações tenham um impacto ambiental zero”.

Na sequência deste investimento nos domínios da transição digital e sustentabilidade, que tem vindo a ser feito ao longo da última década e ainda prossegue, a Riopele “acredita que os seus esforços maximizarão o impacto ambiental positivo, criando um modelo a ser seguido por outras empresas da indústria da moda”.

“Na Riopele reconhecemos a necessidade urgente de eliminar a nossa pegada de carbono e trabalhar para um futuro mais sustentável”, afirma o presidente da empresa, citado num comunicado.

“Entendemos que as empresas têm um papel importante a desempenhar no combate às mudanças climáticas e é por isso que estamos comprometidos em alcançar a nossa neutralidade de carbono o mais rapidamente possível e sentimos que seria simbólico atingi-lo no ano do nosso centenário”, explica José Alexandre Oliveira.

Um dos investimentos a fazer, na ordem dos quatro milhões de euros, é na construção de uma central de biomassa, com uma capacidade de produção de vapor de 16 toneladas/hora e neutra em carbono, dada a utilização de combustível de biomassa florestal residual.

O objetivo é que possa produzir vapor já no primeiro trimestre de 2023, produzindo cerca de 90% do vapor consumido na empresa e permitindo reduzir o consumo de gás natural em aproximadamente 65%.

De acordo com a têxtil, o plano de sustentabilidade traçado envolve “investimentos significativos na transição para fontes de energia renováveis, bem como no desenvolvimento de novos produtos e processos para reduzir as emissões”.

Para o efeito, a Riopele desenvolveu um ‘Roteiro para a Sustentabilidade’, cujo objetivo é envolver “toda a cadeia de valor para impulsionar o progresso ambiental” e que detalha os planos da empresa a nível da sustentabilidade.

Incluídas neste roteiro estão várias iniciativas, como a “redução para zero” da pegada de carbono das emissões provenientes das suas operações, mas também das emissões proveniente da energia elétrica que consome, a redução da pegada de carbono da cadeia de valor em 20% ou a garantia de 90% da geração da energia térmica proveniente de fonte neutra em carbono.

A outro nível, a Riopele entende ser possível que “100% da energia elétrica utilizada provenha de fontes renováveis”, adiantando que “estão a ser efetuados investimentos para garantir uma frota livre de combustíveis fósseis, aumentar a percentagem de recuperação e tratamento das águas do processo para 60% e reduzir a produção de resíduos têxteis em 20%”.

Finalmente, a empresa de Vila Nova de Famalicão afirma que assegurará, até 2027, “100% de aproveitamento dos resíduos têxteis via reciclagem”, pretendendo que “80% dos produtos comercializados possuam componentes de sustentabilidade”.

“Estamos empenhados em causar um impacto positivo e temos em curso projetos de investimento substanciais em tecnologia inovadora e fontes de energia renováveis, e esperamos que os nossos esforços ajudem a liderar o caminho, incentivando outras empresas a juntarem-se a nós para em conjunto darmos passos significativos em direção à criação de um futuro mais sustentável”, enfatiza.

Fundada em 1927, a Riopele cria e produz tecidos para coleções de moda e de vestuário para diversas marcas internacionais prestigiadas, destinando 95% da produção a mais de 700 clientes ativos em mais de 30 países.

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