Educação

Estudantes do Porto solidários com a luta dos profissionais das escolas

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A Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE) é democraticamente mandatada a representar um conjunto vasto de estudantes de diversos graus de ensino superior que através da Academia ganham aptidões para exercer funções de docência e demais competências educativas dentro da Escola Pública portuguesa.

Comunicado na íntegra

Nos últimos anos tem se assistido a um conjunto vasto de desinvestimento e desmembramento da Escola Pública, desencadeado por diversos Ministérios e Governos: precariedade nas colocações; não reconhecimento da justa carreira dos docentes; falta de profissionais da área psicossocial e assistentes operacionais; cantinas escolares sem dignidade; aumento do número de alunos por turma; modelos curriculares retrógrados; asfixia da democracia escolar através da criação de mega agrupamentos; corpo docente envelhecido; fecho de escolas no interior; etc.

Os estudantes da Escola Superior de Educação estão, portanto, preocupados com o seu futuro dentro da Escola Pública, na medida em que não avizinham estabilidade laboral, com progressão na carreira e com o devido respeito que o Ministério da Educação lhes deve. Imaginar uma vida com a casa às costas e com um baixo salário não é de todo aliciante.

Reconhecemos, portanto, que os estudantes da ESE que pretendem e ambicionam futuramente ser profissionais da Escola Pública são verdadeiros resistentes e que mesmo avizinhando um futuro instável se erguem e querem contribuir para um pilar tão importante da sociedade: a educação.

Tendo em conta o acima anunciado, a AEESEP mostra-se solidária com as lutas desencadeadas pelo país em torno da dignidade da Escola Pública e de todos os seus profissionais. Caminhamos lado a lado com todos aqueles que procuram reforçar o Estado Social e a dignidade do ensino em Portugal.

Acompanhamos ainda os cadernos reivindicativos – nomeadamente: recuperação do tempo de serviço e escalões remuneratórios justos; revisão do regime de recrutamento e mobilidade; rejuvenescimento do corpo docente, garantindo uma renovação de gerações; reforço da verba canalizada para Escola Pública na contratação de pessoal não docente e técnicos superiores, entre outras medidas prementes – das demais estruturas de organização de luta daqueles que hoje se levantam para exigirem os seus direitos e os direitos das futuras gerações, que atualmente estudam em Instituições de Ensino Superior como a ESE.

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